quinta-feira, 23 de julho de 2026

Hoje é dia 23 de julho

Já estamos no inverno

O Sião veio passar as férias comigo, no último semestre ele estava com o pai

E eu fazendo faculdade

Nos últimos dois anos foram incontáveis sessões de terapia com, principalmente, 2 terapeutas: O Pedro e agora a Elizabeth. E mais umas duas tentativas frustradas, rs.

Ontem na sessão eu concluí e iniciei dizendo que me sentia feliz.

Quer dizer, foram dois anos cheios de sessões de terapia e coisas ruins aconteceram, não é o melhor momento. Mas pela primeira vez via sentido em algumas coisas.

Como a vida é esquisita.

Fiz uma visita à minha avó. Fazia alguns meses que não a via e foi muito bom. A sensação de visita la é sempre a sensação de ser acolhido e voltar pro conforto da infância.

Comprei uma chuteira pro Sião jogar bola e fui no mercado com a minha prima Mari. Uma adolescente que já está no primeiro ano do Ensino Médio e trabalhando também.

Mas hoje foram algumas notícias de morte.

Algumas muitas, mais do que seria confortável.

A vizinha da minha avo perdeu os gêmeos que esperava, um tio avo da minha prima faleceu hoje mesmo e minha tia estava dando auxilio a mãe dela quanto a isso. Minha mãe esta no hospital com meu avo que esta internado. E no caminho o acidente. 

Parece que o inverno da vida segue soprando seus ventos fortes.

Uma delas foi no trânsito, na volta pra casa já eram 16:20, já começava a chuviscar. A motorista de uber, uma mulher de mais ou menos 35 anos parecia nervosa, falava rapidamente com sua amiga e seu noivo no whatsapp, e conversava comigo. Ela comentou que iria se casar e que se sentia sobrecarregada com todas as decisões que precisava tomar.

Chegamos na Colombo em frente ao Parque de Exposições e ela disse que sua amiga havia a avisado sobre o acidente mas que ela tinha esquecido. Que alguém tinha morrido. Que tinha um saco metálico sobre a pessoa.

O trânsito lento, meu filho comigo, impressionado e aquele clima ficando baixo (pelo menos pra mim).

Num ponto de ônibus uma mulher sentada conversava com um homem, e os dois gesticulavam muito e eu ouvia um grito agudo de fundo. Não era bem um grito mas era alto, eu olhava de longe tentando entender se ela ria ou chorava, porque ela estava de costas para a rua. Mas ficou claro que chorava por conta do acidente. 

Havia PRF, haviam outros carros a serviço também, liberavam os carros aos poucos. Mas o corpo ainda estava lá dentro do saco metálico.

Chegamos em casa e a chuva aumentou. Meu pensamento ainda na tragédia.