Eu mesma, já vivi aproximadamente um terço da minha vida e pude experimentar muitas coisas. Contudo, foram as experiências que me trouxeram as percepções que me ajudaram a me conhecer melhor e saber me embasar na vida.
Eu só aprendi me expondo, vivenciando. Então sou a favor disso: HIPEREXPOSIÇÃO À VIDA E POSSIBILIDADES.
Primeiro que a leitura está entre minhas lembranças mais antigas de infância. Então logo, pode-se dizer que sou a favor e busco a auto educação — seja por meio da leitura de livros, revistas ou jornais, do aprendizado de idiomas, de estudos para concurso, da universidade ou até cursos online, auto educação, educação em grupo, com e sem instituições, etc, educação é sempre prioridade um. Eu não me lembro de um ano inteiro em que tenha passado sem buscar aprender algo novo. É sobre isso e tem mais: como sei de onde venho — da base da pirâmide social —, desenvolvi um filtro para me ajudar a escolher meus estudos: qualidade e gratuidade/bolsas. Acredito que é possível encontrar oportunidades que reúnam esses dois quesitos, e considero essa a escolha mais inteligente. Sou a favor de estudar arte, terapia, culinária, yoga, meditação, inglês, francês, espanhol, português, criação poética e literária, fotografia, colagem, entre tantas outras coisas.
Sou a favor do trabalho também. Nessa área, ouso seguir minha intuição, porque é nela que confio desde sempre. E me permito buscar voos altos, mesmo com as estatísticas contra mim. Com isso, afirmo: priorizo a mim mesma e aos meus. E faço isso, entre outras formas, financeiramente. Minha prioridade é minha família; meus amigos têm igual importância, porque família não é sangue, mas sim a convivência no nível mais íntimo.
Quanto às coisas materiais, sei da importância de se ter tantas coisas quantas se possa cuidar. É preciso não se deixar levar, mas manter o equilíbrio entre ter muitas coisas e viver confortavelmente, e ter poucas coisas e experimentar uma liberdade maior. Digo isso porque já viajei de mochila e digo com certeza: seria bem mais difícil carregando uma geladeira nas costas. Naquela época, carregava comigo comigo tudo o que tinha. Hoje, até mudar de bairro seria mais complexo — e é exatamente desse equilíbrio que estou falando.
Ainda assim, sei que não estou só. Quero construir comunidades, conexões, sanghas, laços. Quero ser útil dentro da comunidade. Para isso, é necessário comprometer-se na luta contra o mal — os fascismos, a maldade humana — e também comprometer-se a viver uma vida mais sustentável, em busca de um equilíbrio maior com a natureza.
Esse é o meu ensaio sobre a vida. Além de viver e experienciar, além de sobreviver no nível básico e material, buscar a educação, o fortalecimento na comunidade, o amor e a arte.











